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sábado, 17 de dezembro de 2011

Coupla Prog - Death Is A Great Gambler 1972



        Apesar do álbum ter sido gravado em 1972 só foi editado e distribuído em 2002. Essa capa de extremo mal gosto é realmente incompreensível, mas a música é boa, nada impressionante ou inovadora, mas trata-se de uma som muito bem feito, que transparece consciência e equilíbrio. Na linha do Frumpy, com destaques para o órgão e orientações para o blues, fazem um belo prog alemão.



1. Chandra (6.30)

2. That's The Way It Goes (4.12)
3. Tochter Im Delirium - Daughter's Delirium (9.15)
4. Death Is A Great Gambler But If I Win, Finally I Can Die (18.34)
5. Your Time Has Come (4.25)
6. Season Of The Witch (13.47)



Total Time: 56:43



- Hubert Donauer / drums
- Rolf Peters / guitar, vocals
- Reiner Niketta / bass, organ, piano, vocals
- Wolfgang Schindhelm / organ, piano, vocals
- Reinhold Hirt / drums
- Walter Kümmich / guitar


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Allan Holdsworth


Quatro bons álbuns que tem um elemento em comum: Allan Holdsworth.


Allan Holdsworth - Velvet Darkness 1976



Nucleus - Belladonna 1972
Depositfiles


Igginbottom's - Igginbottom's Wrench 1969

Rapidshare


Tempest - Tempest 1973 

Rapidshare

terça-feira, 5 de julho de 2011

Debussy e Stockhausen: Duas polaridades da experiência musical - Introdução



Quando um novo recurso técnico é incorporado pela arte ela se transforma. Todas as suas dimensões sofrem alterações: A sua criação é enriquecida com novas possibilidades e uma compreensão da música já existente, sua existência é ampliada em sua própria materialidade além do modo com o publico recebe a obra ser forçadamente modificado. Obviamente, nem toda novidade técnica alcança conseqüências tão radicais e extensas como a reprodutibilidade técnica narrada por Walter Benjamin, mas uma investigação precisa é certamente capaz de encontrar alterações significativas provocados pelos mais variados recursos técnicos que surgiram na história da arte.
No contexto da música brasileira temos bons exemplos. Tom Zé, numa conversa documentada com David Byrne, oferece uma interpretação esclarecedora acerca do surgimento da Bossa Nova: A música que antecede sua criação é marcada por vocais cuja expressividade se baseava em gritos potentes, e não poderia ser diferente, a restrição técnica da gravação delimitava o próprio escopo criativo. Foi o aperfeiçoamento do microfone que permitiu a realização do vocal frágil e sussurrado de João Gilberto, mais do que isso, a própria idealização de uma vocal assim não seria possível sem o desenvolvimento do microfone. A música tropicalista também permite esclarecimentos análogos, ele deve parte de sua produção à nova compreensão que a absorção da guitarra elétrica proporcionou ao samba e a música folclórica.




Novos Baianos - Acabou Chorare 1972




João Gilberto - Chega de Saudade 1959

domingo, 17 de abril de 2011

New Trolls - UT 1972


         A fim de defender as pessoas envolvidas em disponibilizar e baixar artigos musicais na internet pensei em, por meio deste post que oferece este álbum clássico de New Trolls, reservar um espaço para a discussão dessa questão. Escolhi este álbum porque o comprei recentemente, em LP, pela empresa BTF que, dentre outras atividades, relança álbuns italianos dos anos 70. Na minha última compra gastei um grana comprando 9 álbuns. O ponto óbvio que quero destacar é que o fato de conseguir encontrar todos estes álbuns que comprei gratuitamente na internet não me impediu de comprar os mesmo produtos por meios legais. Contrariamente, creio que seja correto afirmarmos justamente o oposto: É pelo fato de conhecê-los, independentemente dos meios, que me torno disposto a gastar meu dinheiro com eles. A condição de possibilidade para se gastar dinheiro é conhecer o objeto a ser comprado, e não há muitos meios disponíveis para conhecermos álbuns de rock progressivo, especialmente bandas menos populares, como a grande maioria de fato é. A possibilidade de se poder levar a cabo uma pesquisa substancial na internet gratuitamente é maravilhosa, e, na medida em que desenvolvo meu gosto, a vontade de comprar e valorizar os músicos e os demais indivíduos que envolvem a produção de um álbum nasce naturalmente. Claro que isso não ocorre com mésicas ruins, desculpem-me os poucos criativos. Nesse sentido, o aparente descompromisso com os músicos no ato de acessar seu material ilegalmente se converte, se a música for de qualidade obviamente, em atitudes absolutamente favoráveis para a industria fonográfica. Admito a restrição da validade deste pensamento: Com relação ao público passivo, cuja intensão se limita a simplesmente poder escutar as músicas da moda, a atividade do receptor se encerra no ato mesmo de possuir a música. Tanto pela baixíssima qualidade das músicas como pela ausência de compromisso estético e moral com a obra obrigam esta atitude limitada. Os músicos ruins que me desculpem, mas ninguém é obrigado a sustentá-los, os que te ouvem não o fazem por gostar mas por outras circunstâncias que não o levarão ao interesse de valorizar e perpetuar suas atividades. Mas, se tratando de músicas que valem a pena serem escutadas e preservadas, acredito estar certo. Os "bons" ouvintes, e isso pressupõe uma posição ativa na sua relação com a música, provavelmente vai encontrar músicas e merecem reconhecimento e sua resposta não será neutra. Uma dedicação, e isso envolve também o aspecto financeiro, devolverá à música as condições para sua existência. Portanto, sou inteiramente a favor de disponibilizar estes álbuns cujo meio de conhecê-los dificilmente se daria de outra forma.


         O site que realizei minha compra se chama BTF. Vale a pena visitá-lo!!


1. Studio (3:09)
2. Xxii Strada (1:51)
3. I Cavalieri Del Lago dell'Ontario (5:02)
4. Storia Di Una Foglia (2:57)
5. Nato Adesso (7:53)
6. C'e' Troppa Guerra (9:53)
7. Paolo E Francesca (6:06)
8. Chi Mi Puo' Capire (4:35)

Total Time: 41:26


- Nico Di Palo / guitar, lead vocals
- Gianni Belleno / drums, vocals
- Frank Laugelli (Rhodes) / bass
- Maurizio Salvi / piano, organ, synthesizer
- Vittorio De Scalzi / guitar 


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terça-feira, 22 de março de 2011

Rock Progressivo Japones


People - Ceremony: Buddha Meet Rock 1971
Download Megaupload - 56MB

Uganda - Uganda 1972
Download Megaupload - 67MB, Rapidshare - 69MB

 Geinoh Yamashirogumi - Osorezan / Do No Kenbai 1976
Download Rapidshare - 53MB, Megaupload - 59MB, Mediafire - 50MB

Morio Agata - Otome No Roman 1972


Download Rapidshare - 79MB


        Dizem que não existe música boa no Japão. Isso é parcialmente verdade. Morei lá um ano e não conheci absolutamente nada bom. É claro que o meu alcance era minúsculo, sendo um adolescente que apenas começava a escutar Pink Flod e Led Zeppelin. Mas, de qualquer maneira, aqui no Brasil mesmo o que não esta em voga é parcialmente conhecido, embora de forma completamente superficial. Bons compositores como Chico Buarque, Caetano Veloso, Tom Jobin, são nomes relativamente reconhecidos. Do gosto popular não consegui extrair nada relevante. Me interessei, no entanto, pela música clássica, mas que não levei a cabo nenhuma pesquisa séria, conheço apenas alguns álbuns. Em relação à música popular eu só tive a oportunidade de conhecer melhor mediante blogs, aqui na Brasil. 
  
       Escolhi quatro álbuns para mudar definitivamente a ideia de que não existe música boa no Japão. People, Uganda, Morio Agata e Geinoh Yamashirogumi. A última conheci recentemente e fiquei muito entusiasmado! Uma feliz descoberta e que tenho o maior orgulho de passar pra vocês.

 
          Para quem deseja conhecer mais de música progressiva japonesa indico este blog incrível: "Japan old prog".



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Reale Accademia Di Musica

Reale Accademia Di Musica - Reale Accademia Di Musica 1972


1. Favola (3:46)
2. Mattino (9:19)
3. Ognuno Sa (5:19)
4. Padre (8:41)
5. Lavoro In Citta' (5:56)
6. Vertigine (7:11)

Total Time: 40:12

- Federico Troiani / acoustic & electric piano, organ, mellotron, vocals
- Nicola Agrimi / acoustic & electric guitars
- Pierfranco Pavone / bass
- Roberto Senzasono / drums, percussion
- Henryk Topel Cabanes / lead vocals

Guests:
- Pericle Sponzilli / guitar
- Maurizio Vandelli / acoustic guitar on 2, mellotron on 5
- Natale Massara / orchestra direction on 1, 2



Reale Accademia Di Musica - Adriano Monteduro 1974


1. Buongiorno nel Bosco (Il canto del Sole) (2:05)
2. La Favola del Guardiano del Bosco (5:12)
3. Mezzogiorno (2:20)
4. Le Figlie dell'erba (Festa Magica) (2:20)
5. Viaggio Libero (4:20)
6. Le Montagne nel Tramonto (4:50)
7. Preludio a... (3:18)
8. Una Canzone (2:38)
9. Suoni di Umanità (4:12)

Total Time: 33:15

- Adriano Monteduro / vocals, acoustic guitar
- Enzo de Luca / electric and acoustic guitar, vocals
- Franco Coletta / electric and acoustic guitar, vocals
- Dino Cappa / bass
- Federico Troiani / keyboards
- Roberto Senzasono / drums



        Há algum tempo não posto nada italiano, retorno, portanto, com a discografia relevante dessa banda clássica. Os que gostam de rock progressivo italiano provavelmente devem conhecê-los (mas sempre vale a pena escutar aqueles álbuns que, por motivos diversos, não escutamos há muito tempo), os que não conhecem não podem deixar de escutá-los (é básico na discografia do rock progressivo italiano).
         Se trata de álbuns bastante diferentes, ademais, os únicos músicos que participam dos dois álbuns são Troiani e Senzasono. O segundo, apesar de ter bom gosto e delicadeza, não deixa grandes marcas (bateristas normalmente não compõem). Troiani, contrariamente, imprime sua identidade nos dois álbum com um piano muito bonito, harmonicamente simples mas extremamente agradável e sensato, conduz muitas vezes a melodia principal, além de sempre desenvolver temas paralelos interessantes.
         Reale Accademia Di Musica de 72 é melhor pela consistência, o álbum tem uma firme unidade, sem passagens chatas ou exageradas, Adriano Monteduro (1974), se torna um pouco chato da metade do álbum para frente, com uma insistência um pouco exagerada na estética proposta, apesar de conter composições belíssimas. 


       

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Grobschnitt - Grobschnitt 1972


     Para Chyoko.


     Acredito que Grobschnitt seja uma banda relativamente famosa, mais não por esse álbum. Rockpommel's Land  de 77 parece ser sempre o primeiro alvo para quem quer conhecer e comentar sobre esta banda. De fato, Rockpommel's Land é agradabilíssimo, um trabalho maduro e consciente, e representa o que há de melhor do sinfônico alemão. No entanto, o que há de melhor desse estilo produzido na Alemanha perde para os mais modestos trabalhos de estilos compatíveis à abertura criativa alemã. Já havia falado disso anteriormente, e este álbum permite reforçar essa ideia: O percurso pelo qual nossa vida caminhou determina as aberturas criativas do artista. Nascer na Alemanha pós-guerra não fornece nenhuma condição para se criar um Rock-Sinfônico, insistir nisso é produzir uma obra fadada ao fracasso, medíocre e inautêntico (apesar de poder ser agradável e bem sucedido).
      Este álbum é o melhor de Grobschnitt porque está muito mais próximo de um Space-Rock do que de um projeto sinfônico. A aparência meio ingênua e adolescente é até interessante, percebemos uma banda ainda em formação, cujo resultado perece ser incompreensivel para seus criadores, mas que é, no entanto, grandiosa é emocionante. Se trata de um lindo álbum!!



1. Symphony: (13:44)
a) Introduction
b) Modulation
c) Variation
d) Finale
2. Travelling (6:50)
3. Wonderful music (3:40)
4. Sun trip: (17:43)
a) Am Ölberg (Mount of Olives)
b) On the way
c) Battlefield
d) New era
Bonus track on cd release:
5. Die Sinfonie. Live at Volkspark, Germany, Sept. 71 (29:40)

Total Time: 71:37


- Stefan Danielak (Wildschwein) / rhythm guitar, vocals
- Joachim Ehrig (Eroc) / drums, percussion, electronic effects
- Axel Harlos (Felix) / drums, percussion
- Gerd-Otto Kühn (Lupo) / lead guitar
- Hermann Quetting (Quecksilber) / organ, piano, spinet, percussion
- Bernhard Uhlemann (Bär) / bass, flute, percussion


Este álbum está com ótima qualidade.

Download Megaupload

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jethro Tull - Whole Lotta Brick 1972

Cada banda tem sua obra-prima, em albuns casos é difícil identifícá-la, outros é mesmo impossivel, mas no caso de Jethro Tull me é muito claro qual é seu trabalho que mais se destaca: "Thick as a Brick". É extremamente difícil, no entanto, encontrar um show que esta música é tocada em sua totalidade, ela sempre se encontra reduzida ao tema, corrompendo, portanto, todo o cuidadoso desenvolvimento apresentado no álbum, que caracteriza ainda a plenitude do espírito progressivo. Aqui está um álbum em que "Thick as a Brick" é tocada inteira, apesar a qualidade do som não ser muito boa! Vale mais para quem já gosta de Jethro Tull do que para quem deseja conheçê-lo.

Para quem é fã vale visitar este blog (para José): http://bootlegstullianos.blogspot.com/


Thick As A Brick #1
Thick As A Brick #2
Thick As A Brick #3
Non Rabbits & Weather Forecast
Thick As A Brick #4
Drum Solo
Thick As A Brick #5
Cross-Eyed Mary
A New Day Yesterday with Sloane Rangers intro
Aqualung
Wind-Up-Guitar Solo
Locomotive Breath
Hot-Headed English General
Wind-Up Reprise


Download Part 1 http://www.megaupload.com/?d=VAV29LIA

Download Part 2 http://www.megaupload.com/?d=GYE5Q3BF

sábado, 27 de novembro de 2010

Tom Zé - Se o Caso é Chorar 1972

O segundo melhor álbum do Tom Zé. É difícil comentar as músicas do Tom Zé, não há muitos conceitos disponíveis para elogiar suas músicas. O valor criativo da composição supera qualquer aspecto técnico, e o que nos resta dizer é, unicamente: que coisa linda!!

Esta é uma entrevista do Tom Zé no Roda Viva, é apaixonante!

http://www.youtube.com/watch?v=oGis3wxKWbk

From: Sergio de Oliveira (sergio_at_signuseditora.com.br)
Date: qua 14 nov 2001 - 11:02:28 EDT

Show do Tom Zé e Gereba, gravado em fita cassete, em São Paulo, no Teatro
Caetano de Campos, para o projeto Adoniran Barbosa, em junho de 1990. À
época, foi lançado em LP. Em algumas galerias do centro de Sampa é possível
encontrar o genérico, já em CD.
Abaixo, a faixa onde o Tom Zé explica como nasceu "Se o Caso É Chorar".
Hilário, educativo e esclarecedor (as partes entre colchetes são minhas).

-- Aliás, essa música é toda plágio. É até bom aproveitar a oportunidade
para contar pra vocês o lado avesso da história. Essa música fez sucesso,
foi primeiro lugar na parada de sucesso no Brasil durante meia dúzia de
semanas, durante um ano quase inteiro, em 1973, e essa música é toda plágio.
A idéia de fazer uma canção toda plágio nasceu por causa de uma canção
anterior, de que as pessoas de minha idade também se lembram, que é aquela
valsinha que dizia assim:

(cantando)
Passo a passo, braço a braço
Um sorriso, um silêncio
Sete horas, oito dias
Dezenove, vim te ver

-- Essa música ganhou num festival da Hebe Camargo [?] o primeiro lugar. E
aí saiu no Estadinho [Jornal da Tarde, irmão mais novo do Estadão] na seção
"O Leitor Escreve", tava escrito lá: "A música de Tom Zé ´Silêncio de Nós
Dois´ é plágio do Garcia Lorca na página tal qual...". Eu disse, vala-me
Nossa Sinhora, corremo lá pra casa, pegamo o Garcia Lorca, fomos lá na
página e hum... tinha lá também a palavra moita. Então tudo bem. Mas eu
falei assim, puxa!, é uma ótima idéia fazer uma canção que seja toda plágio.
Comecei a pensar no assunto e me lembrei dessa harmonia [toca uma seqüência
harmônica ao violão], que é do Estudo número 2, do Chopin. Vocês já conhecem
ela em outra música brasileira, a mesma coisa também, só a batida é
diferente [toca a mesma seqüência, só que com uma levada de bossa nova, e
começa a cantar ´Insensatez´, do Tom Jobim. Gargalhadas no auditório ao
notar as semelhanças, até então despercebidas]. A harmonia é a mesma. Então,
peguei essa harmonia e botei... A forma, eu me lembrei que Antonio Carlos e
Jocafi, naquele tempo davam as regras do mercado nacional com aquele tipo de
coisa: a primeira parte menor [harmonicamente falando], com a sintaxe da
língua portuguesa mais ou menos estranha, prá ficar parecendo uma coisa tipo
luz de boate, assim simbolicamente, metaforicamente, num precisava dizer
nada, bastava ter uma dorzinha e tal, e amor por aqui, amor por acolá, então
eu comecei a construir essa estrutura, que não quer dizer absolutamente
nada, prestem atenção:

(cantando)
Se o caso é chorar, te faço chorar
Se o caso é sofrer, eu posso morrer de amor
Vestir toda minha dor, no seu traje mais azul
Restando aos meus olhos o dilema de rir ou chorar

-- No fim, eu tinha chegado a botar assim: "...Deixando meus olhos vazados
de tanto chorar". A minha mulher disse: "Assim, também não, assim é
esculhambação, ninguém vai te levar a sério. Olhos vazados de tanto chorar?
Que diabo, você é louco? Tenha paciência..."[gargalhadas]. Aí mudei a letra
e Perna, meu parceiro [Antonio Perna Fróes, pianista baiano que chegou a
acompanhar a constelação baiana inteira na época], tava aqui em São Paulo e
me deu a idéia da segunda parte; Ele disse: "Tem uma música dos Beatles -
dos Beatles, não, dos Rolling Stones, uma imitação dos Beatles daquele
tempo - que fala um negócio mais ou menos assim, deixa sangrar meu peito, um
negócio assim, aí ele deu a idéia:

(cantando)
Amor, deixei sangrar meu peito
Prá tanta dor, ninguém dá jeito
Amor, deixei sangrar meu jeito
Prá tanta dor, ninguém tem peito
Se o caso é chorar...

-- Agora, a segunda parte é uma colagem, não tem nenhuma palavra minha. Tudo
música dos outros, vejam se vocês descobrem, eu juntei músicas de sucessos
dos outros [gargalhadas]:

(cantando)
Hoje quem paga sou eu, o remorso talvez
As estrelas do céu também refletem na cama
De noite na lama, no fundo do copo
Rever os amigos, me acompanha o meu violão
Amor deixei (vamos lá, agora?) sangrar meu peito...

[E o auditório em peso acompanha o mago da criação, que faz todo mundo se
divertir como criança, rindo do nosso próprio ridículo e da nossa capacidade
de se entregar aos chavões, ao pré-pronto]

http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0111/0372.html


01 - Happy End
02 - Frevo
03 - A Babá
04 - Menina Amanhã de Manhã
05 - Dor e Dor
06 - Senhor Cidadão
07 - A Briga do Edifício Itália com o Hilton Hotel
08 - O Anfitrião
09 - O Abacaxi de Irará
10 - O Sândalo
11 - Se o Caso é Chorar
12 - Sonho Colorido de um Pintor


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os Top 5 do Rock Progressivo Italiano

Meu Top 5


Buon Vecchio Charlie - Buon Vecchio Charlie 1972
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Ossana - Palepoli 1972
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Premiata Forneria Marconi -Per un Amico 1972
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Metamorfosi - Inferno 1973
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Analogy - Analogy 1972

Download http://www.mediafire.com/?iw2zmjyzmmj




Top 5 Italin Progressive Rock
http://italianprogrock.com/


Banco del Mutuo Soccorso - Darwin! 1972
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Le Orme - Felona e Sorona 1973
http://www.mediafire.com/?jmvou2jimmj


Premiata Forneria Marconi - Syoria di un Minuto 1972
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Museo Rosenbach - Zarathustra 1973
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Maxophone - Maxophone 1975
Download http://www.mediafire.com/?r2jm2qgm4in



Top 5 ItalianProg
http://www.italianprog.com/index.htm


Museo Rosenbach - Zarathustra 1973
Download http://www.mediafire.com/?0lnoc0hygm1


Banco del Mutuo Soccorso - Banco del Mutuo Soccorso 1972
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Premiata Forneria Marconi - Syoria di un Minuto 1972
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Alphataurus - Alphataurus 1973
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Biglietto per L'Inferno - Biglietto per L'Inferno 1974

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Top 5 Progarchives
http://www.progarchives.com/


Premiata Forneria Marconi - Per un Amico 1972
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Banco del Mutuo Soccorso - Io Sono Nato Libero 1973
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Banco del Mutuo Soccorso - Darwin! 1972
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Premiata Forneria Marconi - Syoria di un Minuto 1972
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Le Orme - Felona e Sorona 1973
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Kevin Ayers - Whatevershebringswesing 1972


Fundou a participou do primeiro álbum do grandioso Soft Machine, começando em 69 sua carreira solo. É incrível o tamanho do legado do Soft Machine, acho que é o grupo que mais gerou boas produções com influencias e ex-integrantes com carreira solo! Ayers tem ótimos álbuns solos, pelo menos até 73 com o Bananamour, a partir do qual a qualidade de sua música começa a declinar. Mas seu álbum que mais me agrada é este, o impronunciável "Whatevershebringswesing".
O que mais me surpreende neste álbum é o contraste entre as músicas, cada música desenvolve idéias inteiramente próprias. Nos surpreendemos com momentos extremamente experimentais, e logo relaxamos com uma baladinha tranqüila e intelilível. Nos divertimos com um folk meio cirquence, e logo despencamos numa atmosfera densa e paranóica com uma guitarra distorcida extremamente criativa e bem usada (coisa rara, só King Crimson sabe usar bem uma distorção suja). No entanto, de alguma forma, a identidade de Kevin Ayers está fortemente presente em todas as músicas, mesmo que compostas em estilo completamente diferentes.
A voz dele é muito bonita. É engraçado que somos levados a imaginar uma figura humana completamente diferente do que de fato é, ele tem traços delicadíssimos, quase femininos!!


1. There is Loving/Amongst Us/There is Loving (3:04)
2. Margaret (3:20)
3. Oh My (2:59)
4. Song From The Bottom Of A Well (4:37)
5. Whatevershebringswesing (8:13)
6. Stranger In Blue Suede Shoes (3:24)
7. Champagne Cowboy Blues (3:56)
8. Lullabye (2:14)

Bonus tracks on Eclipse remaster (2003):
9. Stars (3:32)
10. Don't Sing No More Sad Songs (3:46)
11. Fake Mexican Tourist Blues (4:38)
12. Stranger in Blue Suede Shoes [Early Mix] (3:19)


- Kevin Ayers / vocals, guitar, bass
- David Bedford / keyboards, orchestral arrangements
- Mike Oldfield / bass, guitar
- Dave Dufort / drums
- William Murray / drums
- Tony Carr / drums
- Robert Wyatt / vocals (5)
- Didier Malherbe / saxophone, flute
- Gerry Fields / violin
- Johnny Van Derek / violin

Mediafire - Parte 1
Mediafire - Parte 2

sábado, 10 de julho de 2010

Eneide - Uomini Umili Popoli Liberi 1972

Alla Murple e Aluza Fallax, Eneide faz um som tipicamente italiano, com belos vocais a flautas. No entanto, como sugere o ano do álbum, Eneide se localiza no momento do surgimento do Rock Progressivo Italiano, produzindo um som primitivo centrado nas belas composições melódica.

1. Cantico alle stelle - traccia I (2:49)
2. Il male (3:19)
3. Non voglio catene (7:48)
4. Canto della rassegnazione (2:30)
5. Oppressione e disperazione (3:03)
6. Ecce omo (4:06)
7. Uomini umili popoli liberi (3:20)
8. Viaggia cosmico (3:48)
9. Un mondo nuovo (2:38)
10. Cantico alle stelle - traccia II (1:36)

Total Time: 35:27


- Carlo Barnini / organ, Eminent, Mini Moog, backing vocals
- Gianluigi Cavaliere / lead vocals, acoustic & electric guitars
- Adriano Pegoraro / acoustic & electric guitars, flute, backing vocals
- Romeo Pegoraro / acoustic & electric basses, backing vocals
- Mereno Diego Polato / drums, percussion, backing vocals


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Osanna - Milano Calibro 9 1972

Conheci este álbum a poucos dias, embora já conhecesse Osanna pelo álbum Palepoli. Milano Calibro 9 é um álbum maravilhoso, elegante, me impressionou desde a primeira vez que o escutei. Seu único defeito é sua reduzida extensão, 30 minutos não suportam a estética progressiva! Mas, de qualquer forma, este é um álbum que merece grande atenção, pela suas belas canções, pela sua incorporação da música clássica, pela sua intensa criatividade e pelo belos timbres!


1. Prelude (4:10)
2. Tema (4:50)
3. Variatione 1 (2:15)
4. Variatione 2 (4:58)
5. Variatione 3 (1:38)
6. Variatione 4 (1:31)
7. Variatione 5 (2:10)
8. Variatione 6 (2:49)
9. Variatione 7 (1:28)
10. Canzona (4:54)

Total Time: 30:43


- Elio D'anna / flute, piccolo, tenor sax, baritone sax
- Lino Vairett / vocals, 12 string guitar, harmonica, hammond organ,synthesizer
- Danilo Rusici / guitar, 12 string guitar, pipe organ, electronics
- Lello Brandi / bass
- Massimo Guarino / drums


sábado, 29 de maio de 2010

Paternoster - Paternoster 1972

Uma ótima banda austríaca. Havia muito tempo que não escutava este álbum, e me surpreendi muito quando voltei a escutá-lo hoje! É lindo, dramático e psicodélico. Algo que me agrada muito neste álbum é sua unidade, suas músicas se conectam de um modo excelente, escutamos um único pensamento, longo e dinâmico!


1. Paternoster (3:56)
2. Realization (3:34)
3. Stop these lines (6:57)
4. Blind children (6:16)
5. Old Danube (4:16)
6. The Pope is wrong (6:02)
7. Mammoth Opus O (8:55)

Total Time: 39:56

- Gerhart Walenta / drums
- Gerhard Walter / guitar, vocals
- Franz Wippel / organ, vocals
- Heimo Wisser / bass