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domingo, 1 de janeiro de 2012

Roger Bunn - Piece Of Mind 1970


     
       Gosto desse álbum porque ostenta de forma muito clara o caráter lúdico da musica, inclusive do ponto de vista do próprio artista. Toda a extensão do álbum, em suas radicais variações, parece tratar-se de uma grande brincadeira, a musica é levada adiante com muita leveza e naturalidade. Não é nada impressionante, mas acho uma delicia escutar essa álbum...

Informacoes:

Download:

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Wizzard - Wizzard Brew 1973


        Havia escutado pela primeira vez esse álbum anos atrás, mas hoje, indo dormir, perdi completamente o sono com ele, e não pude ir dormir antes de vir posta-lo! Fui inteiramente absorvido pela energia do álbum. Trata-se de um álbum de uma integridade rara, mantém um nível e um ritmo praticamente insustentáveis, alem de explorar estilos diversos com plena autonomia e liberdade: sozinho faria uma festa fantástica!



  1. "You Can Dance Your Rock 'N' Roll" – 4:37
  2. "Meet Me At The Jailhouse" – 13:33
  3. "Jolly Cup Of Tea" – 2:13
  4. "Buffalo Station/Get On Down To Memphis" – 7:37
  5. "Gotta Crush (About You)" – 3:44
  6. "Wear A Fast Gun" – 9:20

2006 Bonus tracks

  1. "Ball Park Incident" (A) - 3:42
  2. "The Carlsberg Special (Pianos Demolished Phone 021 373 4472)" (Bill Hunt) (B) - 4:16
  3. "See My Baby Jive" (A) - 5:01
  4. "Bend Over Beethoven" - (Hugh McDowell) (B) - 4:42
  5. "Angel Fingers" (A) - 4:39
  6. "You Got The Jump On Me" - (Rick Price) (B) - 6:28
  7. "Rob Roy's Nightmare (A Bit More H.A.)" - (Mike Burney) (B) - 3:47
  8. "I Wish It Could Be Christmas Everyday" (A) - 4:48





(Não sei se o link que achei inclui os bônus, se não tiver, sugiro que procurem!)

domingo, 16 de outubro de 2011

Free Jazz em Coimbra

      Ontem, e anteontem, fui a um festival de jazz que passou aqui em Coimbra nos dias 14 e 15 de Outubro no Salão Brasil. Fui ingenuamente esperando um show tradicional e relaxante, e me surpreendi com um free jazz arrasador, algo inimaginável de se ver ao vivo na minha cidade (Goiânia). Escolhi no YouTube três vídeos para apresentá-los, respectivamente, John Edwards (contrabaixo), Paul Lovens (percussão) e Carlos Zíngaro (violino), o trio formado especificamente para esta apresentação. Os concertos, felizmente, com os mesmos músicos mas com apresentações completamente diversas, foram gravados pela editora de Coimbra JACC Records para posterior edição.








quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Allan Holdsworth


Quatro bons álbuns que tem um elemento em comum: Allan Holdsworth.


Allan Holdsworth - Velvet Darkness 1976



Nucleus - Belladonna 1972
Depositfiles


Igginbottom's - Igginbottom's Wrench 1969

Rapidshare


Tempest - Tempest 1973 

Rapidshare

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Debussy e Stockhausen: Duas polaridades da experiência musical - Parte 3

A música, como qualquer linguagem artística, não se desenvolve na história de forma previsível, compreender o fenômeno da arte por meio de estruturas evolutivas ou resultados diretos de uma configuração histórico-cultural contraria grande parte da nossa experiência. Mas é impossível negar que a arte sofre mudanças proporcionais à realidade na qual se encontra inserida e que sua existência é limitada às condições tecnológicas de seu tempo e às restrições empíricas da imaginação humana. As novidades técnicas que sustentaram o surgimento da música eletrônica ocupa um lugar privilegiado no interior deste pensamento, sua aparição fornece um novo espaço de criação, tanto pela nova materialidade sonora quanto pelo modo como ela é usada e percebida.
O surgimento da música eletrônica pode certamente ser compreendido como um desses momentos em que o antes e o depois compõem fronteiras extremamente significativas, em especial com relação ao modo como a obra é recebida e compreendida. Nesse sentido, a trama dessa história divide dois momentos da música cuja característica que às distingue é o modo como se percebe a música, mais especificamente, o modo como a música se relaciona com o tempo na sua recepção.


Alexis Korner - Accidentally Born In New Orleans 1973


Um álbum muito interessante, mas que não tem nada a ver com o texto...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Alguns Trabalhos Progressivos no Órgão

Odin - SWF Sessions 1973



1. Turnpike Lane (3:36)
2. Life is Only (11:24)
3. King Kong (10:39)
4. Oh No (6:31)
5. Make Up Your Mind (13:36)


- Jeff Beer / keyboards, percussion, vocals
- Ray Brown / bass, vocals
- Stuart Fordham / drums, percussion
- Bob Terstall / guitar, vocals


Download Mediafire - 86MB, Rapidshare - 90MB


Quatermass - Quatermass 1970


1. Entropy (1:10)
2. Black sheep in the family (3:36)
3. Post war Saturday echo (9:42)
4. Good Lord knows (2:54)
5. Up on the ground (7:08)
6. Gemini (5:54)
7. Make up your mind (8:44)
8. Laughing tackle (10:35)
9. Entropy (0:40)
Bonus tracks on REP 4620 release:
10. One blind mice (3:15)
11. Punting (7:09)

- John Gustafson / bass, vocals
- Peter Robinson / keyboards
- Mick Underwood / drums

Download Megaupload - 89MB, Rapidshare - 60MB
 

 Spectrum - Spectrum Part One 1971


1. Make Your Stash (4:11)
2. Fiddling Fool (12:30)
3. Superbody (9:15)
4. Drifitng (3:24)
5. Mumbles I Wonder Why (5:51)
6. Launching Place, Part I (3:01)
7. I’ll Be Gone (Single Edit) (4:23)
- Michael (Mike) Rudd / guitar, vocals
- Lee Neale / organ, piano, vocals
- Mark Kennedy / drums, percussion
- Bill Putt / bass

Download Megaupload - 78MB, Rapidshare - 81MB


           Apresento-lhes três magnifícos trabalhos de órgãos. 

 - Quatermass é um divertido álbum de hard-rock que inclui inúmeras influencias musicais, em particular blues e funk. O trabalho nos teclados de Peter Robinson são agressivos e bonitos. 

 - Spectrum é uma banda australiana. Lee Neale se destaca neste álbum: Sua participação supera o mero, mas não desinteressante, rock psicodélico, com passagens extremamente criativas e corajosas. As experimentações de timbres e harmônicas dão ao álbum uma dimensão muito mais comprometida com produção de uma música de alto nível. 

 - Odin, um pouco a frente de Spectrum, e muito a frente de Quatermass, faz um som muito particular e criativa: Um pouco Kautrock, lembra também um pouco, as vezes, Focus e até Hendrix, com bases no hard-space inglês. A performance de Jeff Beer é realmente incrível, só não se destaca porque a banda inteira também acompanha seu nível. Acho Odin a melhor banda aqui presente por ser a mais completa. Os instrumentos fazem um trabalho muito equilibrado e o álbum mantém um nível muito bom em toda sua extensão.

Aproveitem que são trabalhos bem selecionados!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jethro Tull - Whole Lotta Brick 1972

Cada banda tem sua obra-prima, em albuns casos é difícil identifícá-la, outros é mesmo impossivel, mas no caso de Jethro Tull me é muito claro qual é seu trabalho que mais se destaca: "Thick as a Brick". É extremamente difícil, no entanto, encontrar um show que esta música é tocada em sua totalidade, ela sempre se encontra reduzida ao tema, corrompendo, portanto, todo o cuidadoso desenvolvimento apresentado no álbum, que caracteriza ainda a plenitude do espírito progressivo. Aqui está um álbum em que "Thick as a Brick" é tocada inteira, apesar a qualidade do som não ser muito boa! Vale mais para quem já gosta de Jethro Tull do que para quem deseja conheçê-lo.

Para quem é fã vale visitar este blog (para José): http://bootlegstullianos.blogspot.com/


Thick As A Brick #1
Thick As A Brick #2
Thick As A Brick #3
Non Rabbits & Weather Forecast
Thick As A Brick #4
Drum Solo
Thick As A Brick #5
Cross-Eyed Mary
A New Day Yesterday with Sloane Rangers intro
Aqualung
Wind-Up-Guitar Solo
Locomotive Breath
Hot-Headed English General
Wind-Up Reprise


Download Part 1 http://www.megaupload.com/?d=VAV29LIA

Download Part 2 http://www.megaupload.com/?d=GYE5Q3BF

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Art Bears - The World As It Is Today 1981


Conheci Art Bears recentemente, e me apaixonei imediatamente. Posso me descobrir equivocado, mas achei este o melhor álbum desta banda. Se trata de um bom R.I.O., com elementos de música de vanguarda e experimentais.


1. The Song Of Investment Capital Overseas
2. Truth
3. Freedom
4. (armed) Peace
5. Civilisation
6. Democracy
7. The Song Of The Martyrs
8. Law
9. The Song Of The Monopolists
10. The Song Of The Dignity Of Labour Under Capital
11. Albion, Awake! (times unavailable)

- Fred Frith / guitars, violin, keyboards
- Chris Cutler / drums, percussion
- Dagmar Krause / vocals
+ Etienne Conod / engineering, mixing

Download http://lix.in/-51f2df ou http://rapidshare.com/#!download|59tl3|132569363|Art_Bears__1981__The_World_as_it_is_Today.zip|75051

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Deep Purple - Concerto For Group And Orchestra 1969

Conheço pouco Deep Purple, mas este foi o álbum que mais gostei deles (por enquanto). Comprei este LP no Chile sem conhecê-lo e sem, ainda, esperar muito dele. No entanto ele me surpreendeu. Se trata de uma obra muito bem trabalhada, com lindas passagens orquestradas (que não força nenhuma aproximação da música erudita para reinvindicar seu valor) misturado com momentos mais agressivos encabeçados por ótimos orgão e guitarras. O álbum que postei é o relançado e remasterizado em 2002, que inclui ainda um segundo CD com musícas tomadas na mesma noite apesar de não ter sido lançado na edição de 70.


Live, released in 1969


Songs / Tracks Listing

1. First Movement: Moderato - Allegro (19:21)
2. Second Movement: Andante (19:11)
3. Third Movement: Vivace - Presto (13:08)

Additional tracks on CD release (placed before the Concerto)
4. Wring That Neck (13:12)
5. Child In Time (12:02)

In 2002 this record was released as a two cd set with the following track listing:

Disc 1 (band only):
1. Intro (radio clips) (3:27)
2. Hush (4:40)
3. Wring That Neck (13:23)
4. Child In Time (12:02)

Disc 2: Concerto:
1. First Movement: Moderato - Allegro (19:21)
2. Second Movement: Andante (19:11)
3. Third Movement: Vivace - Presto (13:08)
4. Encore: Third Movement: Vivace - Presto (part) (5:52)


- Ritchie Blackmore / lead guitar
- Ian Gillan / lead vocals
- Jon Lord / organ, keyboards, backing vocals, [string/woodwind arrangements]
- Ian Paice / drums, percussions
- Roger Glover / bass, backing vocals


Download http://www.megaupload.com/?d=7QYA5JA3

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Riff Raff - Original Man 1974


1. Original Man (7:40)
2. Havakak (6:06)
3. Goddamm the Man (6:09)
4. In The Deep (3:59)
5. The Waster (5:09)
6. Tom's Song (4:22)
7. Speed (9:16)

Total Time: 42:41

- Tommy Eyre / keyboards, string synthesizer, vocals
- Bud Beadle / saxophones
- Steve Gregory / saxophone, flute, clarinet
- Pete Kirtley / guitars, vocals
- Roger Sutton / bass, cello, vocals
- Aureo De Souza / drums, percussion

Guest musicians :
- Joanna Newman / vocal on "In The Deep"
- Joe O'Donnell / viola on "Original Man"

Download http://rapidshare.com/#!download|251|350583745|RR-OM-74.zip|97702
ou http://www.4shared.com/file/L379Dc0I/Riff_Raff_-_Original_Man.html

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

McDonald and Giles - McDonald And Giles 1971



Ian McDonald e Michael Giles participaram do primeiro álbum do King Crimson, "In the Court of Crimson King - 1969". É um álbum extremamente agradável, feito com cuidado e bom gosto, sem exageros e desmedidas. Não impressiona num primeiro momento, mas o tempo ajuda a admirá-lo. Nada diferente poderia sair de músicas que pertenceram umas das melhores bandas de todos os tempos!

Me sinto um autêntico evangélico. Por todo lugar que passo "prego" o Rock Progressivo, pois sinceramente, e talvez mesmo ingenuamente, acredito que a música pode fazer a pessoas mais felizes. Postei este álbum para Rodrigo, que espero que conhecendo este álbum, e, ainda, sendo este meio para conhecer outros mais, indubitavelmente se converterá num homem mais feliz com a iluminação do Rock Progressivo em sua vida!



1. Suite in C including Turnham Green, Here I Am and others (11:15)
2. Flight Of The Ibis (3:11)
3. Is She Waiting? (2:36)
4. Tomorrow's People - The Children of Today (7:02)
5-10. Birdman (21:11) involving:
5. The Inventor's Dream (O.U.A.T.) (3:53)
6. The Workshop (2:51)
7. Wishbone Ascension (1:30)
8. Birdman Flies! (6:18)
9. Wings In The Sunset (0:40)
10. Birdman - The Reflection (5:59)

Total Time: 45:20

- Ian McDonald / guitar, piano, organ, saxes, flute, clarinet, zither, vocals and sundries
- Michael Giles / drums, percussion (including milk bottle, handsaw, lip whistle and nutbox), vocals
- Peter Giles / bass guitar
- Steve Winwood / organ, and piano solo on Turnham Green
- Michael Blakesley / trombone on Tomorrow's People
- Peter Sinfield / lyricist

Download http://www.multiupload.com/A4OMEYHRT2

domingo, 10 de outubro de 2010

Free - Tons of Sobs 1968

Muito se critica os fãs de Rock Progressivo por se apropriarem de todas as bandas que gostam segundo a mesma predicação: Para eles tudo é Rock Progressivo. Reforçamos essa idéia com o famoso site ProgArchives, que define Led Zeppelin, Hendrix, Beatles, e outras grandes bandas como sendo bandas de prog. Obviamente, devemos ter uma postura crítica diante de definições desse tipo, no entanto, acredito que tal interpretação tenha algo de correto.
A verdade é simples: Todo bom álbum é, em alguma medida, progressivo!! Independente de que época, e qual seja estilo predominante, se o álbum for realmente bom poderemos encontrar características progressivas nele. Isso certamente ocorre desde Beethoven à Los Hermanos, passando obviamente, e com mais força, por tipos como Beatles, Jimmy Smith, e a presente banda Free. Quero dizer com isso simplesmente que: O artista que tiver uma preocupação e cuidado com a composição da música, desenvolvê-la e enriquecê-la, dar voz e equilíbrio para todos os instrumentos, dar valor e experimentação à gravação e edição, com certeza vai surgir de suas mãos um produto progressivo.
Ora, isso é comum a todo bom músico, seja na música erudita, no jazz, no blues, e em qualquer outro estilo (até nos mais mal explorados ritmos brasileiros, como o forró e o sertanejo). Free tem essas qualidades, e embora predomine uma atmosfera blues-hard, penso que podemos, sem nenhuma força, pensar este álbum como um exemplo de progressivo: Tem dinâmica, desejo de fazer uma boa música, transcende o convencional blues, possui belas passagens com a guitarra e o orgão/piano, etc.


Paul Rodgers - Vocals
Paul Kossoff - Guitar
Andy Fraser - Bass
Simon Kirke - Drums
Steve Miller - piano

01.OVER THE GREEN HILLS (PT 1)
02.WORRY
03.WALK IN MY SHADOW
04.WILD INDIAN WOMAN
05.GOIN' DOWN SLOW
06.I'M A MOVER
07.HUNTER
08.MOONSHINE
09.SWEET TOOTH
10.OVER THE GREEN HILLS (PT 2)

Download http://www.megaupload.com/?d=OTBQZTIX

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Arthur Brown's Kingdom Come - Galactic Zoo Dossier 1971

Um doa cantores mais interessantes que conheço. Não vale a pena contar a história dele, wikipédia e progarchives então melhor servidos dessas informações. Basta dizer que Arthur passou por várias bandas, nas quais parece desempenhar sempre papel de "líder".
Gosto mais da Arthur Brown's Kingdom Come, que apresenta uma maior maturidade e experimentalismo.
Vale destacar, obviamente, o papel de Arthur, que utiliza sua voz de uma maneira criativa e dramática. Sua íntima relação com o teatro e sua atitude performática no palco, parece influenciar positivamente sua maneira de cantar, que não se restringe ao mero sobrepor-se aos demais instrumentos com sons de palavras que se acomodam à melodia primária. O cantar de Arthur é expressivo, no sentido mais amplo que posso imaginar, manifesta os estados de espírito e corpóreo do homem de forma imediata.
Longe do ideal de perfeição da voz, que se orientava pelo som suave e tonal dos corpos celestes, e, ainda, longe da corrompida tendência à voz rouca e desagradável valorizada na modernidade, Arthur percorre o vasta possibilidade de se usar a voz como um instrumento. Explorando desde as rejeitadas limitações da voz humana, às tentativas de expressão do que há de mais profundo em nosso espírito. Ou, contrariamente, colapsando e identificando este dois aspectos que eram aparentemente opostos.

1. Intro (0:52)*
2. Internal messenger (4:05)
3. Space plucks (2:53)
4. Space plucks (0:51)*
5. Galactic zoo (2:32)
6. Metal monster (1:46)
7. Simple man (3:06)
8. Night of the pigs (1:03)
9. Sunrise (6:49)
10. Trouble (2:01)
11. Begins (1:09)
12. Galactic zoo (continued) (3:05)
13. Space plucks (continued)**
14. Galactic zoo (continued)**
15. Creep (4:06)
16. Creation ~ Gypsy escape (7:20)
17. Noise (0:15)*
18. No time (6:13)

Bonus tracks on cd releases:
19. No STEREO efect (0:02)
20. Metal monster (1:47)
21. Space pucks (including Dem Bones) (5:51)
22. Sunrise (6:32)


- Arthur Brown / vocals
- Julian Brown / vocals
- Phil Curtis / bass
- Andy Dalby / guitar
- Michael Harris / keyboards
- Phil Shutt / bass
- Martin Steer / drums


Download http://www.mediafire.com/?qe4q4r3czx800lw

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Kevin Ayers - Whatevershebringswesing 1972


Fundou a participou do primeiro álbum do grandioso Soft Machine, começando em 69 sua carreira solo. É incrível o tamanho do legado do Soft Machine, acho que é o grupo que mais gerou boas produções com influencias e ex-integrantes com carreira solo! Ayers tem ótimos álbuns solos, pelo menos até 73 com o Bananamour, a partir do qual a qualidade de sua música começa a declinar. Mas seu álbum que mais me agrada é este, o impronunciável "Whatevershebringswesing".
O que mais me surpreende neste álbum é o contraste entre as músicas, cada música desenvolve idéias inteiramente próprias. Nos surpreendemos com momentos extremamente experimentais, e logo relaxamos com uma baladinha tranqüila e intelilível. Nos divertimos com um folk meio cirquence, e logo despencamos numa atmosfera densa e paranóica com uma guitarra distorcida extremamente criativa e bem usada (coisa rara, só King Crimson sabe usar bem uma distorção suja). No entanto, de alguma forma, a identidade de Kevin Ayers está fortemente presente em todas as músicas, mesmo que compostas em estilo completamente diferentes.
A voz dele é muito bonita. É engraçado que somos levados a imaginar uma figura humana completamente diferente do que de fato é, ele tem traços delicadíssimos, quase femininos!!


1. There is Loving/Amongst Us/There is Loving (3:04)
2. Margaret (3:20)
3. Oh My (2:59)
4. Song From The Bottom Of A Well (4:37)
5. Whatevershebringswesing (8:13)
6. Stranger In Blue Suede Shoes (3:24)
7. Champagne Cowboy Blues (3:56)
8. Lullabye (2:14)

Bonus tracks on Eclipse remaster (2003):
9. Stars (3:32)
10. Don't Sing No More Sad Songs (3:46)
11. Fake Mexican Tourist Blues (4:38)
12. Stranger in Blue Suede Shoes [Early Mix] (3:19)


- Kevin Ayers / vocals, guitar, bass
- David Bedford / keyboards, orchestral arrangements
- Mike Oldfield / bass, guitar
- Dave Dufort / drums
- William Murray / drums
- Tony Carr / drums
- Robert Wyatt / vocals (5)
- Didier Malherbe / saxophone, flute
- Gerry Fields / violin
- Johnny Van Derek / violin

Mediafire - Parte 1
Mediafire - Parte 2

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Magna Carta - Lord of the Ages

Magna Carta é uma banda de extremo bom gosto, cuidadosa e sem exageros. A música é madura e consciente, todos os timbres são cuidadosamente calculados, sem, no entanto, excluir a força criativa do grupo. Os vocais são suaves e aconchegantes, o uso de um contra-baixo acústico, pianos e violinos aproximam a música da música erudita, enquanto os violões, por horas guitarras, dão o tom folk da banda.


1. Wish It Was (3:33)
2. Two Old Friends (3:31)
3. Lord of the Ages (9:58)
4. Isn't It Funny (And Not a Little Bit Strange) (2:35)
5. Song of the Evening (3:43)
6. Father John (6:41)
7. That Was Yesterday (3:23)
8. Falkland Grene (2:49)

Total Time: 36:06

- Chris Simpson / guitar, vocals
- Glenn Stuart / vocals
- Stan Gordon / guitar, vocals

Guest musicians
- Gordon Huntley / steel guitar
- Graham Smith / bass
- Danny Thompson / bass
- Gerry Conway / drums

segunda-feira, 31 de maio de 2010

King Crimson - Larks' Tongues in Aspic 1973


O que falar do King Crimson? Estaria, sem dúvidas, na minha lista Top 10 das melhores bandas do mundo. Arriscaria acrescentar que estaria, senão no primeiro, entre os três primeiros lugares! Uma comparação tão rigorosa não é necessária, talvez prejudicial, mas, sem medo de corromper a estética progressiva, digo que King Crimson é sim uma das melhores bandas do mundo!
Como comparar o som maduro, forte, sofisticado, equilibrado, criativo e psicodélico do King Crimson com as músicas do Genesis, por exemplo? No interior deste confronto, as músicas do Genesis se tornam inevitavelmente ordinárias e ingênuas!
King Crimson sempre impressiona, sua carreira é extremamente heterogênea, não porque não continham um estilo marcante, mas porque pareciam estar em constantes experimentação, uma cuidadosa e delicada experimentação que os levaram a caminhos virgens maravilhosos.
Gosto de todos os álbuns até o Red, mais me agrada particularmente o Larks' Tongues in Aspic, que apresenta um experimentação harmônica e na percussão surpreendentes. A produção demonstra um grande cuidado, com timbres raros lindos!


Este link abaixo contém alguns artigos de jornais da década de 70 sobre King Crimson e Pete Sinfield.


1. Larks' Tongues In Aspic Part One (13:36)
2. Book Of Saturdays (2:49)
3. Exiles (7:40)
4. Easy Money (7:54)
5. The Talking Drum (7:26)
6. Larks' Tongues In Aspic Part Two (7:12)

Total Time: 46:37

- Bill Bruford / drums
- David Cross / violin, viola, Mellotron
- Robert Fripp / guitar, Mellotron, devices
- Jamie Muir / percussion
- John Wetton / bass, vocals

sábado, 29 de maio de 2010

The Beatles - Magical Mystery Tour 1967

Este é um dos meus álbuns preferidos dos Beatles. Penso que foi ele, e não Robbber Soul, como é freqüentemente mencionado, o primeiro álbum dos Beatles que trouxe elementos realmente novos para a música: a psicodelia e a dinâmica extra-musica. Acho esse álbum, sem dúvidas, o mais psicodélico. Embora outros álbum tenham músicas também psicodélicas, como no Sgt. Pepper's, no Abbey Road e mesmo no Álbum Branco, são músicas isoladas e não apresenta uma proposta orientada pela psicodelia como o "Magical Mystery Tour". Outra característica interessante, que o Abbey Road também bem faz, é o desenvolvimento do que chamo dinâmica extra-música: a presença de uma continuidade ou fluxo que ultrapassa os limites das faixas tomadas individualmente, de modo que, apesar das músicas não serem grandes o suficiente para imprimir uma dinâmica interna, as inter-relações das música permitem uma dinâmica continua que percorre todo o álbum!

1. Magical Mystery Tour (2:51)
2. Fool On The Hill (2:59)
3. Flying (2:16)
4. Blue Jay Way (3:56)
5. Your Mother Should Know (2:29)
6. I Am The Walrus (4:37)
7. Hello Goodbye (3:31)
8. Strawberry Fields Forever (4:10)
9. Penny Lane (3:03)
10. Baby You're A Rich Man (3:03)
11. All You Need Is Love (3:47)

Total Time 36:42


- Paul McCartney / bass, vocals
- John Lennon / guitar, vocals
- George Harrison / guitars
- Ringo Starr / drums
- George Martin / orchestration, arrangements


Download "Link Removido"

sábado, 8 de maio de 2010

Pink Floyd - In The Shadow Vesuvius 1971

Não é preciso dizer muito sobre Pink Floyd. Na grande maioria das vezes Pink Floyd é o ponto de partida para o rock progressivo, embora haja muitas pessoas que dizem gostar deles mas ainda assim não o conheçam, e muito menos o rock progressivo. Este álbum é um dos meus preferidos, as músicas escolhidas são ótimas, a gravação é de boa qualidade, e a performance também é excelente. Em vista do local onde o show foi gravado, não poderia ser diferente. A Itália sempre valorizou o rock progressivo. Percebe-se um grande número de álbuns que só foram editados na Itália, um deles é o "Variations on a Theme of Absence" que constitui numa coleção de 8 cd's somente com gravações raras (poderei postar mais adiante). Outra fator interessante de se observar é que as línguas que mais contém informações quando se pesquisa "Rock Progressivo" no Wikipadia é a lingua italiana e alemã! Mesmo inglês, que detém a grande maioria de informações na internet, e onde se concentrou a maior quantidades de bandas de Rock Progressivo, não ultrapassa os escritos em italiano. A Itália sempre levou o Rock Progressivo a sério, como um movimento importante na história da música, e não só um modismo passageiro que dependia de fatores sociais da década de 70.
Um site interassante para quem gosta de Rock Progressivo Italiano: http://www.btf.it/


Echoes 25:22
Careful With That Ax Eugene 6:47
Saucerful Of Secrets 10:15
Madmoiselle Nobs 1:54
Set The Controls For The Heart 10:23
One Of These Days 5:46
Total 60:23

- David Gilmour / guitars, vocals
- Nick Mason / drums
- Roger Waters / bass, vocals
- Richard Wright / keyboards, vocals

sábado, 20 de março de 2010

Gentle Giant - Gentle Giant 1970

Uma super banda de Prog, extremamente autentica e criativa. Sempre considerei Gentle Giant uma banda dos "nerds", uma das últimas bandas de grande carreira que os iniciantes conseguem gostar. No geral, não é uma música difícil de se escutar, as melodias são muito bonitas e inteligíveis, os timbres apesar de originais não são ruidosos e agressivos. Penso que a dificuldade de gostar de uma banda como Gentle Giant é simplesmente por fazerem um som maduro demais. Para ser mais preciso, arriscaria dizer que uso o termo 'maduro' num sentido bem específico: uma despreocupação em que as qualidades da musica seja explicitas. Não é evidente, se não prestarmos bastante atenção, o quanto a música de Gentle Giant é sofisticada, por isso deixamos passar despercebido muito de seu conteúdo enquanto não treinarmos nossos ouvidos. Uma característica muito marcante desta banda é o experimentalismo dos vocais. Eles exploram de forma muito criativa as possibilidades de se utilizar as vozes, não só como normalmente ouvimos alguém cantar, mas como um instrumento a mais. Através dos vocais percebemos também o quanto a harmonia por eles construída é complexa. Outro aspecto que é impressionante é o número de instrumentos utilizados (podem ver nas referencia abaixo). É incrível como eles revezam de instrumentos e capricham na performance nos shows!

1. Giant (6:22)
2. Funny Ways (4:21)
3. Alucard (6:00)
4. Isn't It Quiet And Cold? (3:51)
5. Nothing At All (9:08)
6. Why Not (5:31)
7. The Queen (1:40)

Total Time: 36:57

- Gary Green / lead guitar, 12 string guitar
- Kerry Minnear / keyboard, some bass, cello, lead vocals, backing vocals, some tuned percussion
- Derek Shulman / lead vocals, backing vocals, some bass
- Phil Shulman / sax, trumpet, recorder, lead vocals, backing vocals
- Ray Shulman / most bass, violin, some guitar, percussion, backing vocals
- Martin Smith / drums, percussion

quarta-feira, 3 de março de 2010

Renaissance - Scheherazade & Other Stories 1975

Renaissance é uma excelente banda inglesa com vários bons álbuns, e uma carreira muito ativa e heterogênea. Este é pra mim sua obra-prima, é um álbum extremamente maduro e que ainda transmite muita criatividade. Acho, no entanto, intrigante que Renaissance não atinja o publico em geral. A maioria acha "legal", isso se explica pela leveza e inteligibilidade das músicas, mas poucos reconhecem o verdadeiro valor de Renaissance. Dos que conheço que gostam, são todos adultos. Pensei ulteriormente qual seria exatamente o motivo da proposta estética de Renaissance afetar na grande maioria somente os adultos. Minha resposta se orienta pelo caráter dos jovens: um impulso desmedido por rebeldia, pelo que é diferente, pelo que afronta, incomoda ou inova. Renaissance não possui nada disso, e além de tudo isso, ou precisamente por isso, não oferece aos jovens ouvintes nenhum status e distinção. Para reconhecer, portanto, o valor de Renaissance precisamos nos despir de certas prioridades sociais para aceitar uma estética simples e arcaica.
"Song Of Scheherazade" é, sem dúvida, a principal música de disco. Há aproximadamente dois anos, escrevi num momento inspirado por esta música o motivo de gostar tanto dela. "Primeiramentem ela contém as principais características que se pode esperar de um rock progressivo: tem 24 minutos em dois movimentos, tempo suficiente para penetrar e se purificar no universo criado pela música. Estrutura-se dentro de uma dinâmica perfeita: seu ritmo, sua força e sua complexidade transformam-se nos momentos exatos, com passagens extremamente simples e significativas se entrelaçam à momentos tão intensos e energéticos que seu corpo se percebe frágil e insustentável à tamanha força. Com muita influencia clássica, usa uma orquestras e timbres perfeitamente calculados e adequados. Cada som tem um significado, nada é vão ou por mero acaso. Isso determina à musica uma incrível inteligibilidade. Você consegue, conseqüentemente, estabelecer e preservar uma relação com a música, adentrar sua ordem. Quando se permite permear por esse sentimente, onde tudo está em seu devido lugar, você atinge um estado de tranqüilidade pleno e inesperado. Enquanto escutar a musica ela é seu único universo, ela é tudo que existe e que você precisa." Desconsiderando o exagero sustento ainda que será uma experiência incrível ouvi-la"

1. Trip To The Fair (10:48)
2. The Vultures Fly High (3:07)
3. Ocean Gypsy (7:05)
4. Song Of Scheherazade: (24:52)
a) Fanfare (2:37)
b) The betrayal (4:55)
c) The sultan (2:46)
d) Love theme (2:29)
e) The young prince and princess as told by Scheherazade (4:04)
f) Festival preparations (1:07)
g) Fugue for the sultan (2:12)
h) The festival (2:12)
i) Finale (2:30)

Total Time: 45:52

- John Tout / keyboards, vocals
- Annie Haslam / lead vocals
- Jon Camp / bass, bass pedals, vocals
- Terrence Sullivan / drums, percussion, vocals
- Michael Dunford / acoustic guitars, vocals