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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Prog Brasileiro

Tom Zé - Todos os Olhos 1973


1. Complexo de épico
2. A noite do meu bem
3. Cademar
4. Todos os olhos
5. Dodó e Zezé
6. Quando eu era sem ninguém
7. Brigitte Bardot
8. Augusta, Angélica e Consolação
9. Botaram tanta fumaça
10. O riso e a faca
11. Um oh e um ah
12. Complexo de épico

Download http://www.4shared.com/file/51976867/c904363c/1973_Todos_os_Olhos.html



Os Mutantes - Os Mutantes 1968


1. Panis Et Circensis
2. A Minha Menina
3. O Relógio
4. Adeus Maria Fulô
5. Baby
6. Senhor F
7. Bat Macumba
8. Le Premier Bonheur Du Jour
9. Trem Fantasma
10. Tempo No Tempo
11. Ave Gengis Khan

- Rita Lee / vocals, effects
- Arnaldo Dias Baptista / bass, vocals
- Sergio Dias Baptista / guitars, vocals

Guests:
- Rogério Duprat / arrangements
- Jorge Ben / vocals, guitar (2)
- Dirceu / drums

- Manuel Baroenbein / producer

Download - http://www.mediafire.com/?0qkotmmtxmn


A cor do som - Ao vivo no Montreux International Jazz Festival 1978



1-Dança Saci (Mu)

2-Chegando da Terra (Armandinho)

3-Arpoador (Dadi/Mu/Gustavo/Armandinho)

4-Cochabanba (Moraes Moreira/Aroldo Macedo)

5-Brejeiro(Ernesto Nazareth)

6-Espírito Infantil (Mu)

7-Festa na Rua (Dadi/Gustavo/Armandinho/Mu)

8-Eleonor Rigby (Lennon/McCartney)

Armandinho - Guitarra
Dadi - Baixo
Mu Carvalho - Teclados e Sintetizadores
Gustavo - Bateria
Ari - Percussão

Download - http://rapidshare.com/files/199691209/ACorDoSom.rar





O que é o progressivo brasileiro? Para pensarmos esta questão precisamos, antes, pensar o que faz uma música ser brasileira, isto é, qual a "identidade" da música brasileira? E o motivo de se colocar tal hierarquia entre estas duas questões não é por achar que toda música feita no Brasil deve ser tipicamente brasileira. Não penso que a música deve se comprometer com qualquer ideologia, muito menos um patriotismo vazio.
A questão, "qual a identidade da música brasileira?", não deve ser reduzida a “como fazer um som original e exclusivo?”, ou “quais músicas tradicionais deve ser privilegiadas e eleitas como a “cara” do Brasil?”, ou qualquer preocupação com uma expressão particular que evidencie e fortaleça a cultura do país. Devemos interpretá-la simplesmente como: "o que o Brasil consegue fazer de melhor?". A procura por uma música própria, antes de ser uma preocupação com o diferente e o exclusivo, é a tentativa de encontrar uma música que se faça bem.

Acredito que a forma que vivemos, em todos seus aspectos, influencie no modo que pensamos, agimos e criamos. Cada vivência que se percorre, seja ela constante e intensa, ou rara e aparentemente insignificante, se torna parte decisiva na constituição da nossa pessoa, e, é claro, no modo que se ouvi, pensa e compõe a música.

A ginga do andar, o céu, o mar, a ignorante felicidade, o posicionamento imparcial frente ao que deveria ser revoltantes, o futebol, e todas essas pequenas coisas, somada à nossa forte herança musical, que acredito marcar a infância da maioria das crianças, determina o que somos, e mais, nossas aberturas sensíveis, nossa anatomia musical através da qual apreciamos e criamos arte.

A procura de uma identidade musical constitui na tarefa de procurarmos qual é a abertura que desenvolvemos nos relacionarmos com a música, que, apesar do crucial caráter subjetivo, é, em parte, compartilhado por muitos compatriotas.

Escolhi estes três álbuns com muita dificuldade, queria incluir, ainda, outros compositores como Egberto Gismonti, Caetano Veloso, Clube da Esquina, Som Nosso de Cada Dia, Som Imaginário, entres alguns outros, além da dificuldade de escolher os álbuns que iria privilegiar dos grupos já escolhidos...

Escolhi estes álbuns para exemplificar aquilo que o Brasil faz de melhor, em contraste com a as constantes fracassadas tentativas de se imitar o rock sinfônico inglês.







sexta-feira, 26 de março de 2010

La Statale 17 & Emphasis - Rock Scene 1978

É um álbum um pouco tardio feito por duas bandas juntas (ver referencias abaixo). Atrais desta capa horrível se encontra um álbum bom de se escutar. Não é tão Progressivo nem tão bom quanto aos demais álbuns postados aqui, tanto pelo estilo deles quanto pela época em que foi produzido. Mas nos apresenta um rock muito bem produzido, diferenciado por elementos de jazz e progressivo italiano. O problema dele é sua inconsistência, há algumas (na verdade varias) músicas nele bastante chatas. A música Miracolo é minha preferida. O mais interessante deste álbum é questionarmos o valor do novo. Uma coisa devemos concordar, ele não tem nada de novo, reproduz o que foi feito no início da década de 70 com timbres mais eletrônicos que nem gosto tanto (ele lembra um pouco o famoso álbum do Bacamarte). Podemos considerar o fato de algo ser uma novidade um elemento que mede seu valor? Penso que não. O novo por ele mesmo não significa absolutamente nada. Talvez podemos atribuir à bandas extremamente originais um valor histórico-social, mas isso não altera em nada o valor de sua música. Se se quer atribuir valor à novidade, deve-se também estar disposto à defender conclusões tão absurdas como o fato da determinação do valor de uma música depender da localização cronológica de uma outra música; ou que o descobrimento ou o esquecimento de uma música possa alterar no valor de outras músicas. O quero mostrar com este álbum é que mais vale o modo que se explora um estilo musical do que sua simples criação.


LA STATALE 17 (LP side one)
1. La Piramide del Potere (7:45)
2. La Sfinge (3:33)
3. La Cena delle Ceneri (6:44)
4. Miracolo (5:35)

EMPHASIS (LP side two)
5. Allures Music of Universe (4:40)
6. Eternal Dreams (4:50)
7. Flower (7:23)
8. Voice of Nature (2:25 )

LA STATALE 17
- Paolo Beltrami / keyboards
- Carlo Girardello / guitar
- Paolo Depaoli / bass
- Mario Vitale / drums

EMPHASIS
- Mauro Bazzanella / vocals, flute
- Peter Bozzetta / guitar
- Leo Tutzer / keyboards
- Georg Pedrotti / bass
- Hans Tutzer / drums