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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tom Zé e Gilberto Assis - Grupo Corpo: Santagustin 2002


Tom Zé é meu atual ídolo. Eu sinceramente penso que ele é o melhor músico brasileiro. Esse álbum é lindo, eu o conheci hoje e já me apaixonei: É dinâmico quanto ao tema e a intensidade, possui experimentações harmônicas e com respeito aos timbres interessantíssimas, as músicas são longas e bem trabalhados, tem belas melodias sem que os demais elementos se tornem meros suportes para elas, o ritmo é bem brasileiro mas desenvolve-se em idéias que vão além do monótono samba. Enfim, é um álbum de Tom Zé, vale a pena escutar!!


01 - Choro 1: Marco da Era
02 - Choro 2: Ayres da Mantiqueira
03 Choro 3 Nogueira do Monte
04 -Choro 4 Moura-Sion
05 - Choro 5 Pixiguim-Rasqueira Marky-Patifório - Hermetório - Joãogilbertório - Yamanduzório
06 - Choro 6 Ciro-Gberto
07 - Choro 7 Bate-Boca


Download - http://www.mediafire.com/?yyxmoz4mnq4

sábado, 27 de novembro de 2010

Tom Zé - Se o Caso é Chorar 1972

O segundo melhor álbum do Tom Zé. É difícil comentar as músicas do Tom Zé, não há muitos conceitos disponíveis para elogiar suas músicas. O valor criativo da composição supera qualquer aspecto técnico, e o que nos resta dizer é, unicamente: que coisa linda!!

Esta é uma entrevista do Tom Zé no Roda Viva, é apaixonante!

http://www.youtube.com/watch?v=oGis3wxKWbk

From: Sergio de Oliveira (sergio_at_signuseditora.com.br)
Date: qua 14 nov 2001 - 11:02:28 EDT

Show do Tom Zé e Gereba, gravado em fita cassete, em São Paulo, no Teatro
Caetano de Campos, para o projeto Adoniran Barbosa, em junho de 1990. À
época, foi lançado em LP. Em algumas galerias do centro de Sampa é possível
encontrar o genérico, já em CD.
Abaixo, a faixa onde o Tom Zé explica como nasceu "Se o Caso É Chorar".
Hilário, educativo e esclarecedor (as partes entre colchetes são minhas).

-- Aliás, essa música é toda plágio. É até bom aproveitar a oportunidade
para contar pra vocês o lado avesso da história. Essa música fez sucesso,
foi primeiro lugar na parada de sucesso no Brasil durante meia dúzia de
semanas, durante um ano quase inteiro, em 1973, e essa música é toda plágio.
A idéia de fazer uma canção toda plágio nasceu por causa de uma canção
anterior, de que as pessoas de minha idade também se lembram, que é aquela
valsinha que dizia assim:

(cantando)
Passo a passo, braço a braço
Um sorriso, um silêncio
Sete horas, oito dias
Dezenove, vim te ver

-- Essa música ganhou num festival da Hebe Camargo [?] o primeiro lugar. E
aí saiu no Estadinho [Jornal da Tarde, irmão mais novo do Estadão] na seção
"O Leitor Escreve", tava escrito lá: "A música de Tom Zé ´Silêncio de Nós
Dois´ é plágio do Garcia Lorca na página tal qual...". Eu disse, vala-me
Nossa Sinhora, corremo lá pra casa, pegamo o Garcia Lorca, fomos lá na
página e hum... tinha lá também a palavra moita. Então tudo bem. Mas eu
falei assim, puxa!, é uma ótima idéia fazer uma canção que seja toda plágio.
Comecei a pensar no assunto e me lembrei dessa harmonia [toca uma seqüência
harmônica ao violão], que é do Estudo número 2, do Chopin. Vocês já conhecem
ela em outra música brasileira, a mesma coisa também, só a batida é
diferente [toca a mesma seqüência, só que com uma levada de bossa nova, e
começa a cantar ´Insensatez´, do Tom Jobim. Gargalhadas no auditório ao
notar as semelhanças, até então despercebidas]. A harmonia é a mesma. Então,
peguei essa harmonia e botei... A forma, eu me lembrei que Antonio Carlos e
Jocafi, naquele tempo davam as regras do mercado nacional com aquele tipo de
coisa: a primeira parte menor [harmonicamente falando], com a sintaxe da
língua portuguesa mais ou menos estranha, prá ficar parecendo uma coisa tipo
luz de boate, assim simbolicamente, metaforicamente, num precisava dizer
nada, bastava ter uma dorzinha e tal, e amor por aqui, amor por acolá, então
eu comecei a construir essa estrutura, que não quer dizer absolutamente
nada, prestem atenção:

(cantando)
Se o caso é chorar, te faço chorar
Se o caso é sofrer, eu posso morrer de amor
Vestir toda minha dor, no seu traje mais azul
Restando aos meus olhos o dilema de rir ou chorar

-- No fim, eu tinha chegado a botar assim: "...Deixando meus olhos vazados
de tanto chorar". A minha mulher disse: "Assim, também não, assim é
esculhambação, ninguém vai te levar a sério. Olhos vazados de tanto chorar?
Que diabo, você é louco? Tenha paciência..."[gargalhadas]. Aí mudei a letra
e Perna, meu parceiro [Antonio Perna Fróes, pianista baiano que chegou a
acompanhar a constelação baiana inteira na época], tava aqui em São Paulo e
me deu a idéia da segunda parte; Ele disse: "Tem uma música dos Beatles -
dos Beatles, não, dos Rolling Stones, uma imitação dos Beatles daquele
tempo - que fala um negócio mais ou menos assim, deixa sangrar meu peito, um
negócio assim, aí ele deu a idéia:

(cantando)
Amor, deixei sangrar meu peito
Prá tanta dor, ninguém dá jeito
Amor, deixei sangrar meu jeito
Prá tanta dor, ninguém tem peito
Se o caso é chorar...

-- Agora, a segunda parte é uma colagem, não tem nenhuma palavra minha. Tudo
música dos outros, vejam se vocês descobrem, eu juntei músicas de sucessos
dos outros [gargalhadas]:

(cantando)
Hoje quem paga sou eu, o remorso talvez
As estrelas do céu também refletem na cama
De noite na lama, no fundo do copo
Rever os amigos, me acompanha o meu violão
Amor deixei (vamos lá, agora?) sangrar meu peito...

[E o auditório em peso acompanha o mago da criação, que faz todo mundo se
divertir como criança, rindo do nosso próprio ridículo e da nossa capacidade
de se entregar aos chavões, ao pré-pronto]

http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0111/0372.html


01 - Happy End
02 - Frevo
03 - A Babá
04 - Menina Amanhã de Manhã
05 - Dor e Dor
06 - Senhor Cidadão
07 - A Briga do Edifício Itália com o Hilton Hotel
08 - O Anfitrião
09 - O Abacaxi de Irará
10 - O Sândalo
11 - Se o Caso é Chorar
12 - Sonho Colorido de um Pintor


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Prog Brasileiro

Tom Zé - Todos os Olhos 1973


1. Complexo de épico
2. A noite do meu bem
3. Cademar
4. Todos os olhos
5. Dodó e Zezé
6. Quando eu era sem ninguém
7. Brigitte Bardot
8. Augusta, Angélica e Consolação
9. Botaram tanta fumaça
10. O riso e a faca
11. Um oh e um ah
12. Complexo de épico

Download http://www.4shared.com/file/51976867/c904363c/1973_Todos_os_Olhos.html



Os Mutantes - Os Mutantes 1968


1. Panis Et Circensis
2. A Minha Menina
3. O Relógio
4. Adeus Maria Fulô
5. Baby
6. Senhor F
7. Bat Macumba
8. Le Premier Bonheur Du Jour
9. Trem Fantasma
10. Tempo No Tempo
11. Ave Gengis Khan

- Rita Lee / vocals, effects
- Arnaldo Dias Baptista / bass, vocals
- Sergio Dias Baptista / guitars, vocals

Guests:
- Rogério Duprat / arrangements
- Jorge Ben / vocals, guitar (2)
- Dirceu / drums

- Manuel Baroenbein / producer

Download - http://www.mediafire.com/?0qkotmmtxmn


A cor do som - Ao vivo no Montreux International Jazz Festival 1978



1-Dança Saci (Mu)

2-Chegando da Terra (Armandinho)

3-Arpoador (Dadi/Mu/Gustavo/Armandinho)

4-Cochabanba (Moraes Moreira/Aroldo Macedo)

5-Brejeiro(Ernesto Nazareth)

6-Espírito Infantil (Mu)

7-Festa na Rua (Dadi/Gustavo/Armandinho/Mu)

8-Eleonor Rigby (Lennon/McCartney)

Armandinho - Guitarra
Dadi - Baixo
Mu Carvalho - Teclados e Sintetizadores
Gustavo - Bateria
Ari - Percussão

Download - http://rapidshare.com/files/199691209/ACorDoSom.rar





O que é o progressivo brasileiro? Para pensarmos esta questão precisamos, antes, pensar o que faz uma música ser brasileira, isto é, qual a "identidade" da música brasileira? E o motivo de se colocar tal hierarquia entre estas duas questões não é por achar que toda música feita no Brasil deve ser tipicamente brasileira. Não penso que a música deve se comprometer com qualquer ideologia, muito menos um patriotismo vazio.
A questão, "qual a identidade da música brasileira?", não deve ser reduzida a “como fazer um som original e exclusivo?”, ou “quais músicas tradicionais deve ser privilegiadas e eleitas como a “cara” do Brasil?”, ou qualquer preocupação com uma expressão particular que evidencie e fortaleça a cultura do país. Devemos interpretá-la simplesmente como: "o que o Brasil consegue fazer de melhor?". A procura por uma música própria, antes de ser uma preocupação com o diferente e o exclusivo, é a tentativa de encontrar uma música que se faça bem.

Acredito que a forma que vivemos, em todos seus aspectos, influencie no modo que pensamos, agimos e criamos. Cada vivência que se percorre, seja ela constante e intensa, ou rara e aparentemente insignificante, se torna parte decisiva na constituição da nossa pessoa, e, é claro, no modo que se ouvi, pensa e compõe a música.

A ginga do andar, o céu, o mar, a ignorante felicidade, o posicionamento imparcial frente ao que deveria ser revoltantes, o futebol, e todas essas pequenas coisas, somada à nossa forte herança musical, que acredito marcar a infância da maioria das crianças, determina o que somos, e mais, nossas aberturas sensíveis, nossa anatomia musical através da qual apreciamos e criamos arte.

A procura de uma identidade musical constitui na tarefa de procurarmos qual é a abertura que desenvolvemos nos relacionarmos com a música, que, apesar do crucial caráter subjetivo, é, em parte, compartilhado por muitos compatriotas.

Escolhi estes três álbuns com muita dificuldade, queria incluir, ainda, outros compositores como Egberto Gismonti, Caetano Veloso, Clube da Esquina, Som Nosso de Cada Dia, Som Imaginário, entres alguns outros, além da dificuldade de escolher os álbuns que iria privilegiar dos grupos já escolhidos...

Escolhi estes álbuns para exemplificar aquilo que o Brasil faz de melhor, em contraste com a as constantes fracassadas tentativas de se imitar o rock sinfônico inglês.